Domingo, 31 de Outubro de 2004


Nunca vos aconteceu acordar de manhã com uma ideia obsessiva na cabeça que não vos abandona o resto do dia?

Não tem que ser necessariamente uma preocupação. Pode ser uma imagem, uma recordação, um livro, uma música... ( tentem nunca acordar com Dido na cabeça...!)

Esta noite sonhei com o México e com uma das minhas zonas preferidas da Cidade do México: Coyoacán.

Nesse pequeno bairro do D.F nasceu e viveu toda a sua vida a pintora/mulher que mais admiro: Frida Kahlo.

Pela vida que teve, pela forma como a encarou, pelas dificuldades que enfrentou, pelo original das suas pinturas, por ser uma visionária e revolucionária, por apresentar quadros com uma verdade pujante e cruel. Lembrei-me imediatamente do meu quadro preferido: “Las dos Fridas”. Mais do que representar os devaneios de uma criança que tinha uma irmã gémea imaginária, “Las dos Fridas” faz-me pensar que todos nós temos dois lados distintos, Permanecendo embora a mesma pessoa, há sempre algo em nós que desconhecemos, que distancia aquilo que pensamos ser e aquilo que realmente somos.



publicado por A.N às 12:35
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Sexta-feira, 29 de Outubro de 2004
Não há estrelas no céu a dourar o meu caminho,

Por mais amigos que tenha sinto-me sempre sozinho.



De que vale ter a chave de casa para entrar,

Ter uma nota no bolso pr'a cigarros e bilhar?



A primavera da vida é bonita de viver,

Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover.

Para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar,

Parece que o mundo inteiro se uniu pr'a me tramar!



Passo horas no café, sem saber para onde ir,

Tudo à volta é tão feio, só me apetece fugir.

Vejo-me à noite ao espelho, o corpo sempre a mudar,

De manhã ouço o conselho que o velho tem pr'a me dar.



Vou por aí às escondidas, a espreitar às janelas,

Perdido nas avenidas e achado nas vielas.

Mãe, o meu primeiro amor foi um trapézio sem rede,

Sai da frente por favor, estou entre a espada e a parede.



Não vês como isto é duro, ser jovem não é um posto,

Ter de encarar o futuro com borbulhas no rosto.

Porque é que tudo é incerto, não pode ser sempre assim,

Se não fosse o Rock and Roll, o que seria de mim?



publicado por A.N às 15:13
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DETESTO ACORDAR 10 MINUTOS ANTES DO DESPERTADOR TOCAR!

Serve o presente post para demonstrar a minha mais profunda irritação ...









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publicado por A.N às 07:55
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Terça-feira, 26 de Outubro de 2004
Ontem cheguei a casa tão cansada que não fui capaz de escrever nada, limitando-me apenas a colocar um fotografia do Caetano Veloso, tirada durante a digressão de promoção ao albúm “A foreign sound”.

Não conseguiria dormir descansada se não tivesse colocado aquele “post” ...

Isto porque tive a sorte de ver o Caetano actuar ao vivo pela primeira vez , que prometo que não será a última.

Muitos criticaram o facto dele praticamente não cantar em português, mas não esqueçamos que a ideia era a promoção do último albúm, todo ele cantado em inglês.

Confesso que mal conheço o albúm.

Confesso que senti falta do “Leãozinho” e do “Debaixo dos caracóis”.

Confesso que prefiro ouvi-lo cantar em português...

Talvez porque cresci a ouvi-lo cantar na língua que falo...

Ou talvez isso apenas se deva a alguma réstia de sentimento nacionalista que julgava ter perdido...

A verdade é que, na minha opinião, quando a música e o intérprete são verdadeiramente bons, o idioma e a letra das canções passam a ser secundários.

Porque a magia da música reside nos sentimentos que ela desperta em nós, nas memórias que através dela renascem, na forma como nos transporta a outros lugares e tempos nessa linguagem universal que todos entendemos, apreciamos e partilhamos.

Ao longo das duas horas de concerto não parei de pensar como um Caetano quase norte-americano, não deixa de ser o mesmo Caetano baiano, que imprime a sua marca indelével nas canções que interpreta, sendo ou não escritas por ele, sendo ou não cantadas em português.

Manhattan não só como pano de fundo, mas como a grande cidade do mundo, como cidade que se impôs no imaginário de todos nós através de filmes, músicas e cantores imortais e onde todos nos sentimos em casa, onde cada um encontra algo com que se identifica e à qual sempre queremos voltar.

Caetano transportou-nos Manhattan até ao Pavilhão Atlântico.Não a Big Apple como tradicionalmente a conhecemos, mas sim uma “island of joy” com sabor a bossa nova.



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publicado por A.N às 00:35
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Segunda-feira, 25 de Outubro de 2004


"A minha pátria é a língua portuguesa"



publicado por A.N às 01:06
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Domingo, 24 de Outubro de 2004
escrever desenfreadamente

devorar livros na praia

não guiar na cidade de Lisboa

passar um domingo chuvoso a ver bons filmes

ouvir um elogio de um amigo

chegar ao final do dia e sentir que fiz algo útil

conhecer pessoas novas e sentir que dali pode nascer uma amizade

Lisboa

Barcelona

uma boa peça de teatro

sábados culturais

descobrir um bom restaurante

sonhar com a possibilidade de um dia viver da escrita

sentir que fiz um bom trabalho

ver a conta do banco recheada

ver programas de viagens no people and arts

viajar, viajar,viajar...sempre, de preferência com o Chinês, não importa para onde, não importa por quanto tempo...não importa se saio de casa ou aqui fico, se são viagens reais ou imaginárias, se passam ou não de um rasgo de imaginação concretizado em algum post da blogosfera ...









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publicado por A.N às 14:03
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Sexta-feira, 22 de Outubro de 2004
Bem, como já aqui contei num qualquer post, tenho uma memória miserável. Não pecebo se é falta de inteligência, se é o meu inconsciente que scanariza as pessoas e momentos a reter, mas o que sei é que por vezes é muito humilhante. Há dezenas, centenas de pessoas a quem já cumprimentei e fiz a tal conversa de circunstância sem fazer a mínima ideia com quem dialogava.



Ao ser convidada para entrar neste blog (o primeiro para o qual sou convidada!), prometi à Rit@ que tinha uma história para contar. Tem em parte a ver com memória, ou com a falta dela... Cá vai ela...



A HISTÓRIA DO MACAENSE EM LONDRES



Visualizem: Londres. Aeroporto. Princípios de Outubro. Eu à espera das malas. Eu nas escadas rolantes a caminho do tapete das malas quando...



"Desculpe... Por acaso não foi ao concerto da Dido?!"



Hello?!?!?!?!?!? OK. Isto NÃO pode ser uma pergunta daquelas que se atiram para o ar, do género "Desculpe, tem horas que me diga?". Este ano houve dezenas de concerto em Portugal, como é que ele ia acertar logo num dos que eu fui, que nem sequer estava muito cheio? Se ainda dissesse "Desculpe, não esteve no Rock in Rio?" ou "Desculpe, não esteve na última noite da Expo?" Agora Dido... Quem é que vai à Dido? Só eu, e milhares de casalinhos românticos insuportáveis. Ora, partindo do princípio que o amigo não atirou a pergunta para o ar, quer dizer que ele foi ao concerto, e que se lembra de me ter visto lá. OK. Novo pânico. Como é que uma pessoa se lembra de uma outra que só viu uma vez na vida, e a quem nem dirigiu a palavra? Será que ele era uma das poucas pessoas que não estava com parzinho? Será que fiz eye-contact com ele? TÍPICO!... Decisão de começo de ano: nunca mais fazer eye-contact com estranhos. "Mas porquê??? É uma emoção", clama uma vozinha dentro. Ok, voltemos ao amigo macaense.



"-Fui, fui ao concerto...

- Ah, é que me lembro de te ver lá

- Hummm" O que é que se diz nestas situações?!?



Bem, e porque eu sou uma mole, lá fomos os dois à conversa buscar as malas. Afinal, no meio do aeroporto desterrado de Gatwick, aquela pessoa era quase família. Conversa de chacha, e realizámos que vínhamos no mesmo avião de regresso.



Paragem para ele trocar dinheiro.



"-Quanto dinheiro é que achas que eu troque?

-? Sei lá! Não sei o que vais fazer, se vais dormir em casa de amigos, se vais a teatros, jantar fora..."



Pronto, lá se decidiu e sacou de uma nota de 500€.



Nisto, momento desconfortante quando a nota dele de 500€ foi examinada por não sei quantas pessoas diferentes. A páginas tantas o homem dos câmbios virou-se para ele e perguntou-lhe se ele não tinha outra nota . (Hello?!?!? Quantas pessoas neste mundo é que andam a passear notas de 500€ pelas ruas?!?!)



Mas não! O meu amigo (que por respeito vou omitir o nome) tinha uma outra nota de 500€.



Trocas feitas, sorrisos trocados, e eu aliviada por perceber que não ia presa como cúmplice de falsificação de notas.



Combóios, e "adeus, diverte-te!"



"-Espera! Podes-me dar o teu número de telefone?



MERDA! Porquê que estas coisas só me acontecem a mim?!?!!



-Olha, é que eu não vou ter dinheiro para o roaming.

- não faz mal, eu mando mensagens.

-Deixa-me antes ser eu a ficar com o teu.

-Ok. É o .... E o teu?"



Man! Não consigo dar os dois últimos algarismos trocados. Simplesmente não consigo. Lá dei.



No dia de regresso, às 6h não o vi. E end of story.



Era o endes! A história não acabou enquanto não recebi três simpáticas mensagens dele:



1 - "Olá! Ca estamos outra vez. Gostaste de Londres? Foi pena não nos encontrarmos outra vez. Afinal não ocorreu “não há 2 sem 3”. Mas vi-te...”



OK. O que é que quer dizer “não há 2 sem 3”?!?! se a 1ª vez a que ele se refere eu não o vi!!!!!



Passados uns minutos...

Bip! Nova mensagem.



2 - “... sair do avião. Tens e-mail? O meu é XXX Keep in touch. Pode ser que ainda encontramos em algum concerto”



Passados uns dias, nova mensagem...



3 - "Olá Rita do Dido. Aqui é o XXX do avião. Bla bla bla.............."



PORQUÊ?!?!?!?!



E ainda por cima ainda fico com remorsos por não lhe responder.

Amigo, se estás a ler isto, desculpa, mas neste momento a minha vida está demasiado caótica para me envolver em novas relações. E tens que concordar, que isto é um evento meio surreal!!!











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publicado por A.N às 15:38
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Quarta-feira, 20 de Outubro de 2004
http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1206256



Intervenção de Morais Sarmento no 1º Colóquio de Rádio e Televisão em Portugal :



"...é necessário "haver limites à independência" dos operadores

públicos sob pena de ser adoptado "um modelo perverso" que exige

responsabilidades a quem não toma as decisões."




"Não tenho direito a mandar, mas tenho direito a ter opinião", sublinhou

Morais Sarmento, defendendo que "a RTP ainda tem um longo percurso (a percorrer) a nível dos conteúdos" que transmite."






Caros amigos,

Como vêem, todos nos precipitámos a julgar o nosso prezado Ministro Morais Sarmento. Afinal a intenção do rapaz era boa...

A ideia não é (re)instalar a censura! Percebemos tudo mal...Afinal o Sr. Ministro é apenas um telespectador consciente e preocupado, que se preocupa somente com o conteúdo e qualidade da programação televisiva.

É apenas um consumidor descontente, que através de um vincado sentido cívico reclama o seu direito à qualidade...

Mentes torpes as nossas!











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publicado por A.N às 13:51
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O efeito "pavão"


publicado por A.N às 13:35
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O Instituto Nacional de Protecção Civil lança o alerta:



"A zona do Largo de Santa Bárbara, paredes meias com a Av.Almirante Reis, encontra-se vítima de uma praga assoladora, que practicamente não deixa ninguém que por lá passa incólume .

São pequenas partículas que se movimentam no ar, sendo que a sua proliferação é potenciada em escritórios de advogados de grandes dimensões, com open spaces minimalistas e climatizados.

Um vez instalados, os ditos micróbios afectam automaticamente o cérebro: este passa a produzir uma substância que bloqueia qualquer tipo de raciocínio susceptível de abranger mais do que um tópico de cada vez e os "afectados" recorrem incessantemente a vocábulos como "escritório", "sócio", "associado"e "project finance".

Como se não bastasse este atrofio intelectual, o efeito destes micróbios gera a convicção que os infectados são seres de um estatuto social e pessoal elevado, superior a qualquer outra raça de transeuntes com quem se cruzam, o que justifica que os "afectados" pela praga assumam comportamentos fora do vulgar: não cumprimentam colegas no elevador, falam sem olhar nos olhos o seu interlocutor, vestem-se de negro e a rigor demarcando-se dos demais e têm sempre um ar muito atarefado e pouco cívico. Sim, porque o virus produz uma substância que lhes reduz os ângulos de visão e quaisquer resquícios de bom senso e humildade, inchando-lhes o ego em quantidades abismais, o que consequentemente gera as chamadas "poses de pavão".

(Isto é, torna os "afectados" INCHADOS)

Agradece-se que as pessoas que apresentem desde já esses sintomas se dirijam quanto antes ás instalações da Delegação de Lisboa da Ordem dos Advogados, no já referido Largo de Santa Bárbara, de forma a integrar alguma das turmas da manhã para as sessões de terapia conjunta.

Pede-se ainda àqueles que não pretendam entrar em contacto com o virús, o favor de guardarem distância da dita zona.



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publicado por A.N às 12:13
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Carimbos no passaporte
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