Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2006
Queixava-me de que estava a precisar de férias; de que a tez pálida não me ficava bem; de que me apetecia viajar para um país diferente, terceiro mundista, com calor e cheiros diferentes aos que estava habituada.
Deus ouviu-me as preces: mandou-me para as urgências do Hospital São Francisco de Xavier, Lisboa.
E ao fim de 7 horas, Estocolmo pareceu-me o local ideal para umas férias civilizadas...


publicado por A.N às 23:18
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Obrigada, Sara, pela batata escaldante que me passaste para as mãos.
Escaldante ( e não simplesmente quente ) porque me julgava imune a estas cadeias blogosféricas de manias, embirrações e fetiches.
Em segundo lugar porque não sei como inovar as listas que já circulam por
ai, por ali e por aqui.
Ora deixa cá ver...
Perante uma ausência total de ideias , justificada pelo escasso número de horas que dedico ao televisor, procurei os sites da Tvi e da Sic e as respectivas grelhas de programação como fonte de inspiração.
Sem surpresa, mas ainda assim com um sorriso sarcástico, apresento os resultados dos dois canais.
Hoje, dia 23 de Fevereiro, os possuidores de massa encefálica preguiçosa e pouco exigente, poderão deliciar-se com esta magnifíca e variada programação televisiva:

Tvi

07:00
Diário da Manhã
10:00
Você na TV!
13:00
Jornal da Uma
14:00
Anjo Selvagem
16:30
Quem Quer Ganha
18:00
Morangos Com Açúcar Série 3
20:00
Jornal Nacional
21:15
O Prédio do Vasco
22:00
Dei-te Quase Tudo
23:00
Mundo Meu
00:00
Dr. House
01:00
Dr. House
02:00
Cartaz das Artes
02:45
Cinebox
03:30
Dawson's Creek II
04:30
As Feiticeiras VII


SIC


06:20
Roboroach

Pokemon

Yu-Gi-Oh + Daigunder

Cubix

Hamtaro

Tracey McBean

09:10
Uma Aventura


10:05
Fátima


13:00
Primeiro Jornal


14:10
A Lua Disse-me


15:20
Contacto


17:10
New Wave


17:45
Chocolate com Pimenta


19:10
Alma Gémea


20:00
Jornal da Noite


21:30
K7 Pirata


22:05
Alma Gémea


23:10
Belíssima


00:05
CSI Miami


01:30
Cartaz Cultural


02:15
Cinema - Marguerite Duras 10 anos depois


Do i need to say more?
E nestes momentos agradeço à Sic Noticias e ao Axn por me salvarem o momento
after diner!


publicado por A.N às 18:53
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Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2006



"Love is a burning thing..."



Li algures uma entrevista com um realizador que afirmava que só ficava contente quando as pessoas saiam da sala de cinema inquietas, após a visualização dum filme seu.
Segundo ele, o objectivo máximo dum realizador é criar polémica, inquietude, discussão, considerando-se a indiferença como o pior dos resultados.
Se sairmos do cinema e resumimos o filme com um singelo “Foi bonito”, então o trabalho foi em vão.
Partindo deste principio, então James Mangold, realizador de “Walk the Line” , está sem dúvida de parabéns.
Com ingredientes aparentemente simples, como a vida “acidentada” de um músico que marcou o século XX, a tarefa poderia parecer simplificada, uma vez que a história de J. Cash, só por si, garantia desde já o drama e a curiosidade necessários para atrair pessoas às salas de cinema.
Porém, se a história apenas bastasse, este seria mais um filme biográfico como qualquer outro que coleccionamos, quase indiferentemente, e armazenamos na parte do cérebro onde guardamos toda aquela informação que apelidamos de cultura geral.
O feito admirável deste filme é , essencialmente, a capacidade de nos transportar no tempo há 50 anos atrás; de nos fazer sentir os limites e a fragilidade da alma humana; de nos dar a conhecer uma história de amor para além do físico, de nos conduzir ao universo de June C. e Johnny Cash sem necessidade de grandes palavras ou grandes explicações.
Porque as imagens falam por si.
E o que não se entende a música explica..


publicado por A.N às 09:08
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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2006


publicado por A.N às 10:01
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(...)
Eu quero uma casa no campo

do tamanho ideal
pau-a-pique e sapê
Onde eu possa plantar meus amigos
meus discos meus livros e nada mais ...


Elis Regina "Casa no Campo"


publicado por A.N às 09:54
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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2006


publicado por A.N às 15:01
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2006

“ Sempre adorei o Principezinho. Os textos são adoráveis, não achas?”

“Por acaso, nunca achei piadinha nenhuma ao Principezinho. Até me sinto mal em dizer isto, mas recordo os tempos da escola primária em que todos vibravam imenso com a história. E eu, aborrecida, lá li tudo, mas sempre contrariada. Sempre achei o livro muito lamechas. Sinto-me mal em dizer isto, mas a Raposa nunca me conseguiu cativar!”

“A sério? Por amor de Deus! Não é uma questão de gosto. É o “Principezinho”, uma obra-prima da literatura e ponto final.”

“Hmmm... Mania minha de questionar as evidências...”


publicado por A.N às 16:33
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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2006


Foi já no caminho para casa que deu por si a pronunciar a frase que ouviu, repetidamente, durante toda a adolescência : " Não tem comparação possível. Nos nossos tempos é que se fazia boa música!"
Desta vez, porém, quem a pronunciava não era o seu pai, mas sim ela.
Não a irritava , antes pelo contrário, fazia todo o sentido.
Sentiam-se satisfeitos com o concerto.
Tinha sido bom constatar que há coisas que nunca mudam e que a idade não pesa nos ombros daqueles que são realmente bons.
"Então e em Julho? Vêmo-nos em Alvalade?"


publicado por A.N às 09:19
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Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2006



Não podendo negar o vantajoso que é possuir uma memória selectiva, há momentos em que graças a ela, nos vemos em situações perfeitamente evitáveis.
Assistindo aos encontros e desencontros de Mr. Darcy e Miss Elizabeth Bennet, muitos foram os momentos em que recordei o porquê dos romances de Jane Austen nunca me terem fascinado.
Não pretendendo classificá-los ou criticá-los ( não possuo qualificações para tal, nem é essa a minha vontade), a Inglaterra “austeniana” sempre em pareceu abominável, caquéctica, orgulhosa em vão e exageradamente preconceituosa.
O problema não reside na caracterização de Jane Austen ( que nesse aspecto é exímia), mas na época em si.
Com estes entraves, dificilmente poderia render-me de amores perante “Pride and Prejudice”.
No entanto, para grande surpresa minha, o facto da história não me entusiasmar em demasia, permitiu-me fixar a minha atenção em pequenos detalhes da realização do filme que de outra forma, provavelmente, não repararia.
Cenários de luxo, uma reprodução fidedigna e cuidada dos hábitos quotidianos da época, uma interpretação de Keira Knightley bastante esmerada e conseguida, capaz de me fazer esquecer os "meus preconceitos", uma vez mais um bom casting que enriqueceu e, sem dúvida alguma, melhorou, o “Pride and Prejudice” que já nos era tão familiar.


publicado por A.N às 13:28
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Complicado...
Complicado...
É tudo muito complicado...


publicado por A.N às 09:44
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Carimbos no passaporte
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