Terça-feira, 26 de Maio de 2009

 

 

 

"Não me tinha dito que ia casar Ritinha! Há meses que vem aqui e nunca me disse nada..."

"De certeza? Quase que jurava que lhe tinha dito."

"Não disse não, tenho a certeza. Você nem parece as outras noivas. Como é que guarda essa novidade?"

Pausa, enquanto me acomodo na marquesa.

"Talvez porque até há dois segundos atrás, este era o único lugar em Lisboa onde até à data conservava o meu nome e conseguia não abordar o tema."

 



publicado por A.N às 22:16
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As minhas amigas, cada uma à sua maneira, mas sempre com olhares cúmplices de forçada compreensão, prometem choro, vestidos de morrer e dança até de madrugada.

Os amigos do Y. grunhem palavras de espanto, combinam a forma condigna dele se despedir da vida e ameaçam, sem pudor, chegar ébrios à festa que há meses preparamos com afinco.

 

Dada a recente experiência, começamos a acreditar que homens e mulheres não são assim tão diferentes: afinal ambos os sexos são capazes de prever e antecipar o medo. Apenas decidem lidar com ele de forma diferente.

 

 

 



publicado por A.N às 22:10
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Terça-feira, 19 de Maio de 2009

 

 

 

 

 

 

 

Depois disto passo a acreditar que Deus é mesmo omnipresente.



publicado por A.N às 23:59
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Domingo, 17 de Maio de 2009

 

 

 

 

Mal vejo o dia de deixar de (não) ver a vida como se do Doom se tratasse...

 

 

 

 

 

 
* Este blogue já conheceu melhores piadas.


publicado por A.N às 21:16
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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Há umas semanas atrás, foi com um imenso orgulho que assisti à estreia de um filme realizado por um caríssimo amigo de uma distantissima data.

O filme tinha como cenário Londres, mas atendendo à mensagem, o cenário torna-se irrelevante.

Versava sobre cidades, sobre a aproximação de um estrangeiro a uma cidade nova, desconhecida, por desbravar.

A perspectiva chegava-nos, deliciosamente, através de olhos novos que descobriam espaços, ritmos e personagens anónimos. A mesma perspectiva que um dia foi nossa e que será sempre familiar a todos aqueles que por momentos ousámos viver fora do espaço onde sempre vivemos, fora do espaço que tão facilmente chamamos casa.

Um dia, porém, despertámos e aquela que um dia era apenas uma cidade tornou-se nossa. Aceitou-nos e passou a assumir-se como um lar: novo, exigente e desafiante.

 

Este fim-de-semana voltámos a casa.



publicado por A.N às 23:09
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Há algo de mórbido nas comemorações do 13 de Maio.
Se, por um lado, é inegável a comoção provocada pela fé e dedicação à Virgem Maria, por outro o sofrimento auto-inflingido e a afluência maciça aos prontos-socorro não deixam de repugnar e de permitir vislumbrar resquícios de uma época das trevas, de rituais bárbaros e desumanizados justificados com pretensões transcendentais.
Compreendo que se acredite; que não se racionalize e aceite. Compreendo que a oração tem virtudes, da mesma forma que qualquer outro tipo de meditação as tem.
Não acredito, porém, no sofrimento por escolha, nem numa fé que proclame tal princípio.
E mais do que isso, não acredito num chefe que grita sem motivo e depois corre para a procissão das velas sem olhar para trás.


publicado por A.N às 19:04
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