Quinta-feira, 21 de Junho de 2012

 

 

 

A Lisboa que eu conheço, a nossa Lisboa de todos os dias e a Lisboa que escapa a muitos turistas, mas que o Bourdain teve a sorte de conhecer pela mão e voz de quem a faz mexer, de quem nos conhece nos dá a conhecer.

 



publicado por A.N às 08:10
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Quarta-feira, 20 de Junho de 2012

Há um mês atrás, mais coisa menos coisa, andávamos por aqui.

 

 

 

Como éramos seis, optámos por visitar a Grande Muralha sózinhos, tendo contratado no hotel um motorista que nos levou para fora de Pequim.

Ao fim de uma hora de viagem, tivemos o privilégio de encontrar um céu azul e um sol tímido, mas presente.

Várias são as entradas disponíveis para se visitar a grande barreira, inicialmente construída para proteger a China das invasões mongóis.

Numa lógica de evitar as hordes de turistas que invadem aquele monumento durante todo o ano - e, em especial no mês de Maio, altura em que muitos chineses se encontram de férias- escolhemos a entrada de Mutianyu.

Cheios de boa vontade (e inocência) , ainda ponderámos a hipótese de subir a montanha a pé até ao topo das muralhas. Cedo desistimos deste audacioso plano.

Não só o grupo não dispunha de forte condição física, como o calor que se fazia sentir às dez da manhã já era abrasador. Já para não falar do declive íngreme e vegetação selvagem que certamente nos impediriam de gozar, sequer, a subida.

Mutianyu estava tranquilo,o que nos permitiu contemplar a muralha e, parcialmente, a sua extensão em silêncio, quase sózinhos e sem pressas, empurrões ou guias turísticos estridentes.

E, à nossa volta, uma imensidão de verde e de tranquilidade que só por si justificam uma visita à China.

 

A viagem prosseguiu com uma visita aos Túmulos Ming, num ambiente de calor sufocante e humidade.

 

De regresso a Pequim, preparámos a nossa despedida.

 

Seguia-se Xangai.

 

 

 

 

 

 



publicado por A.N às 06:44
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É, só tinha de ser com você,
Havia de ser pra você,
Senão era mais uma dor,
Senão não seria o amor,
Aquele que a gente não vê,
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você.


publicado por A.N às 06:40
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Domingo, 10 de Junho de 2012

 

 

 

Ou então esta tarde, no Keil do Amaral, no Monsanto, em mais uma edição do Out Jazz.

 

 

E pensar que ainda ontem descobri mais um recanto precioso desta cidade. Aqui. Porque nem só da Feira da Ladra, vive o Campo de Santa Clara.

 

 

Lisboa muda. Devagar, como o ritmo dos lisboetas, mas vai mudando.

E enche-nos de orgulho.



publicado por A.N às 21:17
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Sábado, 9 de Junho de 2012

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por A.N às 10:55
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Wangfujing, Pequim

 

 

 

 

Praça da Paz Celestial, Pequim

 

 

 

 Hútong Yonghegong, Pequim

 

 

Cidade Proibida, Pequim

 

 

Templo do Lama, Pequim

 

 



publicado por A.N às 10:34
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Quarta-feira, 6 de Junho de 2012

Em Pequim o metro é moderno e eficiente, mas os táxis são baratos (quando se dignam a parar) e as viagens de riquexós, pese embora mais dispendiosas, são uma experiência a não perder e que faz subir a adrenalina no meio do trânsito caótico da capital chinesa.

Contam-nos que há uns anos atrás os riquexós, juntamente com as bicicletas, eram o meio de transporte preferido dos habitantes de Pequim.

 

 

Porém, uma lei mais estrita que obriga à prévia obtenção de um licença para circular nestes triciclos gigantes fez com que muitos desaparecessem de muitas zonas da cidade, sendo agora possível localizá-los, maioritariamente, nas principais zonas turísticas, como a zona da Cidade Proibida, o Parque Behai, Templo do Céu ou nos principais hutongs, antigos bairros labirintícos, com pequenas casas construídas com tijolo e telhados escuros e pátios interiores deliciosos, os quais, infelizmente, têm vindo a ser sucessivamente destruídos pelo governo chinês, para dar lugar a majestosas construções modernas, como foi o caso da Cidade Olímpica.

 

A escolha de um hotel central é essencial quando se visita Pequim. No nosso caso e mediante conselho prévio e sábio da nossa guia familiar, optámos por ficar alojados na zona de Dongchéng, o que facilitou as deslocações para os principais pontos turísticos.Para chegar à Praça da Paz Celestial, à Cidade Proibida, Praça de Tiananmen, Wangfujing e aos seu mercado bastava-nos deslocar a pé e nunca mais do que 10 minutos. Atendendo a que a comunicação com os locais era complicada (poucos ou nenhuns falavam inglês), o facto de nos podermos deslocar de forma independente foi uma benção que nos facilitou a mobilidade.

 

Mas andar a pé pode converter-se numa tarefa complexa, pelo menos nos primeiros dias. As passadeiras que existem na cidade servem, a meu ver, apenas para decorar o alcatrão. Os condutores apenas as respeitam se estas estiverem acompanhadas de um semáforo vermelho e , ainda assim, raras são aquelas pensadas para permitir a passagem dos peões. Geralmente, os peões e os condutores que pretendem inverter o sentido de marcha têm luz verde ao mesmo tempo e nunca, em qualquer circunstância, os peões têm prioridade ou são respeitados.

 

Os dias em Pequim foram velozes, como aliás é o ritmo daquela cidade. A paciência de chinês revelou-se ser um mito. O mesmo, porém, já não se pode dizer das iguarias disponíveis nos mercados de rua. Para os menos aventureiros - como foi o meu caso - existem opções gastronómicas que não passam, necessariamente, por insectos, sapos ou cães (!).

 

Os mercados de rua emanam cheiros fortes, mas proporcionam noodles, dumplings, massas, arroz e inúmeras iguarias a vapor de comer e chorar por mais e a preços muito baratos. Nessa altura da viagem, pouco sabíamos da dificuldade que teríamos na semana seguinte em encontrar pratos igualmente apetitosos para o nosso paladar ocidental. Mas essa é outra história que fica para outro dia.

 

* Devido a dificuldades técnicas, as fotografias ficam para depois.



publicado por A.N às 07:52
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Terça-feira, 5 de Junho de 2012

Nunca antes estes pés tinham percorrido ruas tão a leste.

Não foi a primeira vez que a barreira da língua, a barreira cultural e a gastronómica exigiram esforço. Mas foi, sem dúvida, uma das viagens onde os horizontes mais se alargaram, sem se fazer por isso, sem que pudéssemos ter adivinhado.

Aterrámos em Pequim no dia que o Verão chegou a Lisboa. À nossa espera, aguardava-nos uma densa neblina que rapidamente perceberíamos que na realidade se trata de smog permanente que durante toda a nossa estada nunca nos permitiu ver o sol ( e de Lisboa chegavam mensagens de praia e petisco!).

Para quem anda há nove anos a tentar explicar que a Cidade do México não é tão poluída como se rumora, chegar a Pequim foi um alívio: finalmente ganhei um ponto de comparação imbatível.

No quotidiano ocidental, as cidades da Ásia são pouco comentadas e quando o são, os comentários resumem-se à elevadissima densidade populacional e ao caos de bicicletas que proliferam nas ruas apinhadas de carros. Uma coisa é certa: hoje em dia, com o crescimento abrupto destas cidades e o nível tardio de desenvolvimento ecológico, as principais cidades chinesas e indianas há muito que destronaram metrópoles como a Cidade do México, São Paulo ou Bogotá no concurso das cidades mais poluídas do mundo.

 

Indo sem grandes referências, Pequim foi uma surpresa. As semelhanças das suas avenidas principais com as avenidas de Moscovo são inevitáveis, mas a sua organização, as suas ruas ordeiras e limpas, a construção desenfreada e a ausência de grandes aglomerados de velocípedes foram as primeiras surpresas com que nos defrontámos.

 

Com o passar dos dias as surpresas foram outras: o sorriso fácil das pessoas, o ritmo frenético das suas vidas, o seu orgulho imenso pelo seu país, hábitos antigos a tentarem coabitar com uma evolução tecnológica desenfreada e os apelos consumistas.

 

Da perspectiva de um turista, não se pode alegar conhecer a China, sem se visitar Pequim.

E desengane-se o ocidental que julga entender os chineses, sem antes visitar a China.

 



publicado por A.N às 19:51
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