Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2006



"Love is a burning thing..."



Li algures uma entrevista com um realizador que afirmava que só ficava contente quando as pessoas saiam da sala de cinema inquietas, após a visualização dum filme seu.
Segundo ele, o objectivo máximo dum realizador é criar polémica, inquietude, discussão, considerando-se a indiferença como o pior dos resultados.
Se sairmos do cinema e resumimos o filme com um singelo “Foi bonito”, então o trabalho foi em vão.
Partindo deste principio, então James Mangold, realizador de “Walk the Line” , está sem dúvida de parabéns.
Com ingredientes aparentemente simples, como a vida “acidentada” de um músico que marcou o século XX, a tarefa poderia parecer simplificada, uma vez que a história de J. Cash, só por si, garantia desde já o drama e a curiosidade necessários para atrair pessoas às salas de cinema.
Porém, se a história apenas bastasse, este seria mais um filme biográfico como qualquer outro que coleccionamos, quase indiferentemente, e armazenamos na parte do cérebro onde guardamos toda aquela informação que apelidamos de cultura geral.
O feito admirável deste filme é , essencialmente, a capacidade de nos transportar no tempo há 50 anos atrás; de nos fazer sentir os limites e a fragilidade da alma humana; de nos dar a conhecer uma história de amor para além do físico, de nos conduzir ao universo de June C. e Johnny Cash sem necessidade de grandes palavras ou grandes explicações.
Porque as imagens falam por si.
E o que não se entende a música explica..


publicado por A.N às 09:08
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4 comentários:
De Rit@ a 3 de Março de 2006 às 15:42
Izzolda, ontem fui ver o Brokeback e como é política do Mundo não escrever para "falar mal", quando saí do filme só pensava que pelo menos não teria que escrever sobre ele.
Foi uma desilusão. Nem consegui perceber o porquê de tantas nomeações.
A história angustia qualquer um, sendo que o facto de se tratar dum casal homessexual não altera minimamente o seu, quase nulo, conteúdo.
Não achei especialmente tocante, apesar de as paisagens serem deslumbrantes e os desempenhos muito bons.
Gostei especialmente da caracterização das mulheres deles.
Mas não saí com o peito cheio de "oscar´s feeling", como aconteceu com o Walk the Line. Até agora, o meu óscar vai para este!


De izzolda a 3 de Março de 2006 às 14:37
Eu a-do-rei esse filme e concordo totalmente com a tua descrição! É seguramente um dos melhores filmes dos últimos tempos.

Em compensação, não gostei especialmente do Brokeback Mountain...vou ter pena se ganhar tudo e nem sequer compreendi ainda o porquê de tanta celeuma!


De Rit@ a 21 de Fevereiro de 2006 às 15:11
É genial não é? A Reese impressionou-me imenso mesmo. Sempre gostei imenso do Joaquin , mas a ela sempre associei os filmes light e os papeís fúteis. Eles estão autênticas cópias do Johnny e da June. Grandes nomeações!
Quanto ao Brokeback Mountain ainda não fui ver, mas não passa desta semana. Quem me dera estar aí em NY e poder ter ver os filmes em primeira mão.
Já viste que fizeram um filme sobre o Rent?
Que tal?


De clarita a 21 de Fevereiro de 2006 às 13:57
AMEI A PELICULA! amei simplesmente....ja vi ha 3 meses, mas marcou me muito...a reese whiterspoon teve o papel da vida dela, oscar ja para ela e para o joaquin!!
(agora vai ver o brokeback mountain e depois diz me o k axasteis!!)


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