Quarta-feira, 8 de Março de 2006


E porque hoje nos devemos lembrar do que está por detrás dos sorrisos e das flores que nos estendem;
Porque não foi assim há tanto tempo que as mentalidades começaram a mudar;
Porque ainda hoje a diferença de tratamento existe;
Porque independentemente do quão boa uma mulher seja, a nível profissional, nunca deixará de ser uma gaja;
Porque é um grande filme que não deixa ninguém indiferente,

recomendo o "North Country" aos estômagos menos sensíveis e aos homens menos impressionáveis!


publicado por A.N às 09:03
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9 comentários:
De Jacinto Fermín a 10 de Março de 2006 às 10:37
É inconcebível pensar que o homem foi (e é) capaz de equiparar a mulher a um animal. Tantos direitos desrespeitados, tantos maltratos, tanta condescendência... Nem é uma questão de raça (que é igualmente ridículo) mas de género! Ou seja, somos capazes de pensar que as nossas próprias mães ou irmãs são umas bestas? E que não merecem quaisquer tipo de direitos, mas sim porrada e discriminação? Não há palavras para descrever este absurdo. Como é que os homens conseguiram dominar o mundo desta maneira? Como é que as mulheres deixaram que tal barbaridade acontecesse durante milhares de anos?

E é agora que elas tentam mudar a situação… No século XXI? É tarde demais, meninas!


De sara a 9 de Março de 2006 às 19:24
Parece um absurdo, mas conheço raparigas (da nossa idade) que, não tão esporadicamente quanto isso, se sujeitam a uma estaladinha ou outra, encontrão ou empurrão, isto se não imaginarmos pior. Compreendo que há uns anos, noutra geração, muitas outras questões - que vocês já levantaram - impediam as mulheres de bater com a porta. E imagino que ainda haja algumas, a juntar a mulheres profundamente machistas que acham realmente que os homens é que podem e mandam. Mas que não se generalize também por aqui. As desculpas são, agora, com informação e protecção, poucas, poucas....


De ॐJohn a 9 de Março de 2006 às 18:46
O "gostar de sofrer" como diz o amigo ze_turkish não é tão simples como isso, mas é, no entanto muito verdadeiro.
A verdade é que o comportamento sintomático de uma mulher (e homem, já agora, que isto também se passa com os homens) que sofre de abusos físicos pelo marido/namorado é um comportamento típico de quem "gosta de sofrer" porque deixa de conceber a sua vida sem esse tal sofrimento. É um sintoma de quem já pouco ou nada consegue fazer em relação á situação e de quem se vê perdida sem a pessoa que efectivamente lhe bate. Digamos que a mulher pensa que denunciando ou revoltando-se contra o agressor o vai perder e por isso passa a interiorizar a dor até só sentir um falso prazer.
Eu não sei do que falo com alguma garantia, mas posso dizer que é preciso uma mulher de muita força para resistir à violência física do seu parceiro, força psicológica e física; no entanto só fica nessa situação quem quer. Hoje em dia já há apoio disponível para quem precisa.


De Rit@ a 9 de Março de 2006 às 18:35
Tens razão quanto às generalizações. Caio muitas vezes neste erro primário de generalizar. Há de factos situações muito complexas que não se subsumem a meros casos de mulheres que gostam de sofrer.
Mas não consigo conceber a manutenção, durante anos de fio de violência doméstica, apenas por questões monetárias ou pior, pelos filhos, como muitas mulheres afirmam.
Acresce que muitas mulheres chegam à meia-idade sem alternativas, porque ao longo da vida as foram fechando, porque a auto-estima e a determinação foi desvanecendo e subitamente vêem-se prisioneiras duma situação que elas próprias criaram.
Sei que sou muito crítica em relação a este tema, mas custa-me ver vitimizações constantes das mulheres.
Como seres humanos esclarecidos e determinados que deveriam ser, as mulheres deviam parar de se conceber como fracas e tentar não cair/permanecer em situações de violência e humilhação por parte dos maridos.
Como qualquer outro ser humano, a sua dignidade vem acima de tudo.


De ze_turkish a 9 de Março de 2006 às 15:04
Acho que é fácil (qb) para uma mulher da nossa geração sair de casa 5 minutos após ter levado a primeira estalada. Mas para uma dona de casa de meia idade (ou mais), sem autonomia (financeira e emocional), nem sítio para onde ir, as coisas tornam-se mais difíceis. Por isso acho que a não se pode generalizar ao dizer que a mulher que leva porrada e não faz nada gosta de sofrer...
Ps-ÉS GRANDE BENFICA!
Ps2-FORÇA PIPO!
Ps3-Chino! Nunca batas na Rita!


De Rit@ a 8 de Março de 2006 às 16:01
Não querendo levantar muito o véu e revelar a história do filme, limito-me a informar o anonymous que o filme não trata de situações de violência doméstica. Ou melhor, não se trata exclusivamente desse tema, ainda que seja um dos assuntos focados.
Na minha opinião, no que concerne a violência doméstica não há vítimas. Há mulheres que gostam de sofrer: quer com as agressões infligidas pelos homens, quer na sua relação consigo mesmas. Não merecem vitimizações, mas são dignas de pena por não os deixarem no minuto imediatamente a seguir à primeira estalada.
Aconselho mesmo filme.
Com certeza que verão que há coisas que não mudaram.
Tome-se por exemplo o empregador, homem, cuja empresa é composta unicamente por homens, com os quais partilha, orgulhosamente, o seu principio básico de não contratar mulheres, porque eles depois engravidam e é uma chatice.


De Anónimo a 8 de Março de 2006 às 14:14
bla bla bla é tudo farinha do mesmo saco, depois levaram porrada dos maridos e dizem que cairam, enfim.


De izzolda a 8 de Março de 2006 às 12:15
E ainda há milhares de gajas cujos direitos não são reconhecidos nem respeitados. Lembremo-nos delas hoje, também!

Ainda não vi esse filme e acho que vai ter de ficar para DVD...demasiada oferta oblige...


De Mila a 8 de Março de 2006 às 11:41
Vou tentar ir ver... Até porque a GAJA da fotografia é fenomenal.


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