Quarta-feira, 16 de Novembro de 2005


Gosto de noites assim.
De confissões , de partilha de vida, de especulações sérias ou nem por isso.
Actualizando-nos das nossas vidas, dedicando-nos finalmente tempo de qualidade.
Os relógios pararam , não estavam terceiros presentes na sala e subitamente já não éramos nós que ali estávamos, nem era nossa vida que estava em causa.
Saímos de nós e tentámos analisar-nos com a objectividade que a nossa razão e coração nos toldam.
Detectámos as nossas falhas, os nossos defeitos e, acima de tudo, as nossas mais relevantes fraquezas.
Descobrimos a cura, os pequenos passos para alterar a rotina.
Prometemos mudar e acreditámos nesse nosso sucesso.

E saí de tua casa com a sensação de preenchimento, contente por contar com alguém com quem viajar, ainda que por segundos, a esse plano teórico e utopicamente perfeito, onde nos tornámos clarividentes, seguras de nós mesmas e ,sinceramente, acreditámos que nos vamos tornar pessoas melhores.


publicado por A.N às 08:45
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4 comentários:
De Rit@ a 16 de Novembro de 2005 às 20:10
hhahahahahahah! Turkish... não me cries problemas no matrimónio. Keep it quiet, please.
Filipinho, Filipinho (as in Hamid, Hamid!!!), veja lá se com a graçola não lhe cai a dentuça.
O facto de comentarem os dois foi mera coincidência ou era a hora oficial do lanche? Ide trabalhar moçoilos.
Anonymous ( ou nem tanto!), tenho uma vela religiosamente guardada com esse poema. ;)


De Spittelau a 16 de Novembro de 2005 às 17:52
tiveste uma noite de corte e costura, portanto...


De ze_turkish a 16 de Novembro de 2005 às 17:48
Rita, não eras suposto partilhar com "a malta" que tinhas estado em minha casa!


De Anónimo a 16 de Novembro de 2005 às 10:40
Depois de conversas nocturnas, envolvidas em chocolate incandescente e Keith Jarrett ao vivo, digo...

"Recomeça....

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-los em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças..."
Miguel Torga, Sísifo


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