Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

"Foi uma muito longa campanha, que funcionou como um veículo para a América abordar grandes temas - o racismo, o sexismo, o patriotismo, a religião e mesmo o socialismo -, discutidos de uma forma como os americanos não estavam habituados (e os americanos não estavam habituados a tanta discussão: os concorrentes democratas fizeram 26 debates televisivos e os republicanos 21).

"Não sei se esta corrida vai ser julgada pelas barreiras que foram tombadas, pelos paradigmas que foram desfeitos, pelas paixões que despertou ou simplesmente pela expressão avassaladora dos números: os 85 por cento de americanos que acreditam que o país não está na direcção certa ou os 700 milhões de dólares que Barack Obama conseguiu recolher para a sua campanha", escrevia Frank Bruni no The New York Times.

Esta também foi uma eleição que pôs em causa a cultura e as gerações. Os que vivem dependentes do blackberry e dos shots de café expresso, e os que estão "agarrados às armas e à religião", como descreveu Barack Obama numa tirada controversa. As "Wal-Mart moms" e as "hockey moms" personificadas pela governadora do Alasca Sarah Palin. Mas talvez o facto mais significativo desta campanha tenha sido a ressurreição da política enquanto actividade nobre, provando que o divórcio dos eleitores não é inevitável."

Com um presidente cessante francamente impopular, com a opinião pública esmagadoramente a considerar que o país avança na direcção errada, há um sentido de urgência nesta eleição que não encontra paralelo na história recente.

Os Estados Unidos estão envolvidos em duas guerras e num combate global ao terrorismo; vivem sob a ameaça de uma recessão económica; nunca tiveram uma imagem tão desgastada no resto do mundo e nunca viram o seu poderio militar, tecnológico e intelectual tão ameaçado.

E, ainda assim, a campanha eleitoral foi sobre a esperança, o optimismo e a promessa de um país melhor. Parafraseando o romancista britânico Charles Dickens, "são os melhores dos tempos, os piores dos tempos" - e hoje, na América, vivem-se os dois.

 

 

 



publicado por A.N às 09:00
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