Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Há alguns anos atrás adormeci, vergonhasamente, na primeira fila do teatro, enquanto ouvia falar de Copenhaga, como palco de grandes investigações e descobertas que mais tarde viriam a condenar, eternamente, a humanidade.

Posteriormente aquela cidade transformou-se numa anotação de um post it envelhecido, como um dos destinos de eleição para uma viagem num futuro próximo.

O afazer tornou-se uma tarefa real no dia em que decidimos fazer uma viagem relâmpago à escandinávia e sentir um Inverno de verdade.

Distantes da península, mas não tão ao norte como em Junho passado aquando da visita a São Petersburgo, descobrimos uma cidade estranhamente acolhedora, tendo em conta as temperaturas de três graus negativos e o cliché da frieza emocional nórdica.

Charmosa e fértil em contrastes arquitectónicos, Copenhaga prolonga-se na costa do mar báltico de forma organizada e harmoniosa, sentindo-se nas suas ruas a qualidade de vida dos seus habitantes e a serenidade da sua confiança num sistema que claramente funciona.

Uma visita efémera, mas que abriu apetites para uma redescoberta lânguida ou quem sabe um projecto a médio prazo. Uma visita que serviu para nos começar a fazer acreditar que a felicidade é possível a norte dos Pirinéus.

 



publicado por A.N às 23:08
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