Segunda-feira, 30 de Maio de 2011

 

 

Este blogue tem uma regra (que se a memória não me falha, desde 2004, já terá sido categoricamente infringida) de apenas dar destaque a livros, filmes, músicas e ou outras formas de expressão artística que  marcaram a sua autora pela positiva.

Críticos construtivos, desconstrutivos, insatisfeitos e exigentes são fáceis de encontrar. Votos de louvor, por vezes, escasseiam. Por este motivo, a tela deste blogue quer-se rosa, positiva, fútilzinha e leve de digerir.

O que causa desconforto fingimos esquecer e o que merece ser admirado, faz-se por realçar ( Isto, claro está, quando o tempo o permite e sempre de uma forma totalmente subjectiva).

 

O problema coloca-se quando o trabalho de um artista nos deixa anestesiados. Umas vezes por nos despertar intensos sentidos e recordações. Outras apenas porque a sonolência que a complexidade da sua obra nos provoca deixa-nos o cérebro dormente.

 

O filme "Tree of Life" deixou-me(nos) no limbo desses dois sentimentos paradoxalmente convergentes no seu resultado final. Não consigo, contudo, precisar, exactamente porque motivo.

 

Confesso que a ideia de abrir o precedente , através da criação de um fórum de discussão neste espaço que se quer intrinsecamente narcísico e despótico atenta, uma vez mais, contra as regras da casa.

Mas opiniões serão certamente bem-vindas se recebidas aqui.

 

Fica, contudo, lançada a questão. Só uma obra de valor nos suscita tantas questões, certo?



publicado por A.N às 23:38
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