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O mundo da Ch@p@

Audare Sabere

A.N, 25.11.04
Hoje fui receber o meu diploma de curso.

Ambiente solene e presunçoso, uma pequena amostra daquilo que vivi e que me deixava pasma.

Como é óbvio, quebrei o protocolo.

Qual Bridget Jones ,saí pelo lado errado, deixei cair um dos “presentes” que tão gentilmente a Fdunl me ofereceu, corei até á raiz do cabelo, mas principalmente recordei o motivo pelo qual não gostei da minha passagem por aquela faculdade.

Em primeiro lugar, pelo exemplo que não dão.

Passo a explicar...

Na FDUNL, por um lado há uma massa de pessoas interessantes e interessadas pelo mundo e diversidade cultural.

Por outro, existem os que realmente importam: os supostos grandes génios, os que merecem uma menção especial por parte dos professores, os que em vez de um mero aperto de mão , recebem o diploma acompanhado de um beijinho e abraço saudoso.

Estes últimos vibram com a cerimónia.

Os ilustres anónimos não tanto.

Penso que é desnecessário dizer, quer pelo tom do discurso quer pelo post anterior, que eu pertenço a este segundo grupo.

O que entristece mais em toda a situação é pensar que uma faculdade é um instituto de utilidade pública que, citando um dos oradores da cerimónia de hoje, existe não para benefício dos estudantes ou professores, mas sim em prol de toda uma comunidade.

De uma comunidade que ali busca uma consolidação dos seus conhecimentos, valores e princípios básicos para a vida.

Então como é que se explica o facto desse mesmo instituto de índole pública, com a pretensão de educar massas e inculcar valores, é o primeiro a dar o pior exemplo: privilegiando um grupo restrito discriminando todos os demais, utilizando uma cerimónia de entrega de diplomas como meio de propaganda e acima de tudo, demonstrando nos actos (não nos diálogos indecifráveis e terminologias vagas) que o que somos não importa: o que vale é o que parecemos ser!

Reitero o que disse anteriormente: este é o lema das faculdades de direito e dos profissionais de direito...

Pior que isso: este é o lema da sociedade de hoje, do mundo em que vivemos...

E como me envergonho de fazer parte deste mundo legalista...

Sei que ali fui parar por engano, mas não deixo de me sentir triste.

Triste não apenas por coabitar num mundo com estes valores e estas pessoas, mas mais que tudo por ter desperdiçado o meu dia de hoje numa cerimónia que não me disse nada...que tão pouco significou.











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