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O mundo da Ch@p@

Quotidiano

A.N, 02.02.06
Entre papéis e prazos peremptórios, apercebeu-se, com algum espanto, de que três anos haviam passado desde o dia em que partira , apressada e trôpega ,para a cidade que mudaria as suas vidas.
Mal tinha sentido o tempo passar, o que em seu entender era sinónimo de felicidade. (Nos momentos amargos, os minutos pesavam-lhe como se de séculos se tratassem!)
Naquele dia chegou a casa com uma energia fora do normal, chegando até a cozinhar, ao invés de aquecer os restos do fim-de-semana.
Depois de jantados, ele dedicou-se a organizar as contas e ela, de forma trapalhona, mas esmerada, passava a ferro a roupa que tinha deixado a secar durante o dia.
Ele olhou-a com um sorriso terno e sem desviar o olhar, disse-lhe, perplexo:
“Quem diria que um dia a nossa vida iria acabar assim...”
Ela sorriu, respondendo-lhe: “Mas querido, isto ainda mal começou...”

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