Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O mundo da Ch@p@

...

A.N, 16.03.05



Con permiso,
yo soy el tango.
Yo soy el tango que llega
de las calles del recuerdo
Dónde nací?
Ni me acuerdo,
en una calle cualquiera.
Una luna arrabalera
y un bandoneón son testigos.
Yo soy el tango argentino
donde guste y cuando quiera.
Posted by Hello

Santana strikes again

A.N, 16.03.05


Confesso que temi ficar sem assunto nos próximos tempos.
A derrota de Santana, a tomada de posse do novo governo e a promessa de uma viragem política em Portugal liderada por Sócrates, pareciam-me sinais de que muito em breve não teria alvos sobre os quais descarregar a minha ira satírica.
Caindo no inevitável erro de observar o mundo através da minha reduzida perspectiva, partido pressuposto (erróneo, claro está!) de que Santana tinha compreendido os sinais claros da opinião sociedade portuguesa e como qualquer pessoa minimamente inteligente e ponderada, teria compreendido e razoavelmente aceitado que era altura de abandonar o cenário político.
Mas ele voltou e com uma desculpa que não fora o seu vasto curriculum de demagogias e falhanços até poderia ser plausível.

"Estou aqui ara cumprir o programa que os lisboetas sufragaram a 16 de Dezembro de 2001. Também em 1991, o Dr. Jorge Sampaio regressou à Presidência da C.M.L. depois de ter suspendido o mandato para disputar eleições legislativas com um resultado semelhante."

Tudo por amor a Lisboa Dr. Lopes, tudo por amor aos lisboetas e ao cargo para o qual nós , cegos, o elegemos.(E já agora, uma canelada ao Sampaio, só por via das dúvidas.)
No entanto, de uma coisa não me posso queixar: presumo que nos meses que lhe sobram, terei pano para mangas no que concerne a “posts” politicamente incorrectos.
Que me dizem então a esta notícia do Pública, acerca de um projecto de Santana , relativo à criação de 10 mil casas para jovens até ao ano de 2013?
Louvável Dr. Santana, louvável...mas que credibilidade poderei eu atribuir aos seus discursos e aos seus actos, se imediatamente após a leitura do cabeçalho, leio o seguinte parágrafo:
“A apresentação do projecto “aos jovens da capital” , diz-se numa nota de imprensa ontem divulgada pela empresa de iniciativa camarária Ambelis, será feita na discoteca Fama, numa festa a realizar às 23h de hoje”.
RELLLOWWWW?????
Já agora, a entrada é com convite??? E o traje escuro é obrigatório?


P.S Pipe, desculpa ter-te roubado a imagem, mas pareceu-me, definitivamente, a mais apropriada ao tom da questão!

Posted by Hello

A banalidade das despedidas...

A.N, 15.03.05
"Encaminham-se para casa, conversam agora sobre coisas triviais , como quantos pares de peúgas embalou, com que frequência vai escrever, que lembranças deve trazer consigo, como não adoecer. A conversa é constrangedora; não se espera que as despedidas estejam carregadas de tais banalidades. Não é assim que se passa nos livros, pensa ele, nem no teatro..."

in "O Afinador de Pianos" , Daniel Mason

Por mais vezes que me despeça, por mais que tente disfarçar o nervosismo das saudades antecipadas, por muito que saiba que as distâncias na era da internet são praticamente inexistentes e que as pessoas que realmente importam não são substituíveis, as despedidas deixam-me desconfortável.
Nunca sei o que dizer, se adoptar a pose da banalidade e indiferença ou sucumbir a um dramatismo excessivo.
Não optando falo do tempo, lanço piadas non sense, abraço-me mil vezes ao viajante, esse afortunado que está de partida.
Mas meu íntimo, naquela parte do coração mais resistente e que se recusa a crescer, desejo secreta e egoisticamente que a pessoa não vá, pese embora na maioria das vezes tenha sido eu a principal motivadora e estratega daquela partida.
Este post deveria ter sido colocado no sábado à noite, mas isto de trabalhar na área do Direito corrompe-nos mais do que julgamos. A morosidade é fatal e não há que fazer hoje aquilo que podemos perfeitamente fazer amanhã...
Mas hoje tinha que escrever.
Afinal a minha Inês partiu à aventura italiana e agora já não a tenho ao alcance de um telefonema, nem as suas gargalhadas sonoras iluminam os meus jantares e durante uns bons meses ela não me virá buscar a casa no seu Fiat desengonçado, nem me guiará ao Bairro Alto com aquele ar de condutora alucinada que não escuta uma única das mil palavras que incessantemente vou desbobinando todo o caminho.
Gostaria de ter conversado mais, de ter dito coisas mais inteligentes, de ter dado conselhos sábios... mas que queres que te diga? Sábado à noite só me ocorriam banalidades e trivialidades...
Talvez porque tivesse com vergonha de te dizer que vou ter mais saudades tuas do que imaginas, talvez porque mil outras vezes te quis dizer que eras uma pessoa verdadeiramente excepcional e a caneta ficou sem tinta...
Que bom que desta vez temos a internet para manter vivas as minhas palavras e as memórias deste meu mundinho tão luso ...
Ci vediamo dopo bella!

Sideways

A.N, 14.03.05



Maya
[Error: Irreparable invalid markup ('<http:>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

<a href="http://photos1.blogger.com/img/80/1586/640/photo_01.jpg" rel="noopener"><img class="phostImg lazyload-item" src="" border="0" data-src="http://photos1.blogger.com/img/80/1586/400/photo_01.jpg" /></a><br /><br /><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Maya</strong> <http:>: You know, can I ask you a personal question, Miles? </http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Miles</strong> Raymond <http:>: Sure.</http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Maya</strong> <http:>: Why are you so in to Pinot? Miles Raymond <http:>: [laughs softly] </http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Maya <http:></http:>: I mean, it's like a thing with you. </strong><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Miles Raymond</strong> <http:>: [continues laughing softly] </http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Miles Raymond</strong> <http:>: Uh, I don't know, I don't know. Um, it's a hard grape to grow, as you know. Right? It's uh, it's thin-skinned, temperamental, ripens early. It's, you know, it's not a survivor like Cabernet, which can just grow anywhere and uh, thrive even when it's neglected. No, Pinot needs constant care and attention. You know? And in fact it can only grow in these really specific, little, tucked away corners of the world. And, and only the most patient and nurturing of growers can do it, really. Only somebody who really takes the time to understand Pinot's potential can then coax it into its fullest expression. Then, I mean, oh its flavors, they're just the most haunting and brilliant and thrilling and subtle and... ancient on the planet. </http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Miles Raymond</strong> <http:>: What about you?</http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Maya</strong> <http:>: What about me? </http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Miles Raymond</strong> <http:>: I don't know. Why are you in to wine? </http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Maya</strong> <http:>: Oh I- I think I- I originally got in to wine through my ex-husband. </http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Miles Raymond</strong> <http:>: Ah. </http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Maya</strong> <http:>: You know, he had this big, sort of show off cellar, you know. </http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Miles Raymond</strong> <http:>: Right. </http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Maya</strong> <http:>: But then I discovered that I had a really sharp palette. </http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Miles Raymond</strong> <http:>: Uh huh. </http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Maya <http:></http:>: And the more I drank, the more I liked what it made me think about. </strong><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Miles Raymond</strong> <http:>: Like what? </http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Maya</strong> <http:>: Like what a fraud he was. </http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Miles Raymond</strong> <http:>: [laughs softly] </http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Maya </strong><http:>: No, I- I like to think about the life of wine. </http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Miles Raymond</strong> <http:>: Yeah. </http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Maya</strong> <http:>: How it's a living thing. I like to think about what was going on the year the grapes were growing; how the sun was shining; if it rained. I like to think about all the people who tended and picked the grapes. And if it's an old wine, how many of them must be dead by now. I like how wine continues to evolve, like if I opened a bottle of wine today it would taste different than if I'd opened it on any other day, because a bottle of wine is actually alive. And it's constantly evolving and gaining complexity. That is, until it peaks, like your '61. And then it begins its steady, inevitable decline. </http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Miles Raymond</strong> <http:>: Hmm. </http:><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Maya</strong> <http:>: And it tastes so fucking good.<br /></http:><br /> <a href="http://www.hello.com/" target="ext" rel="noopener"><img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="" align="absMiddle" border="0" data-src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" class=" lazyload-item" /></a></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></http:></span></span></span>

...

A.N, 14.03.05

O terraço , o sol, o rio como observador atento e companheiro de jornada, murais de azulejos que muito contam, escadarias, túneis e paredes que muito guardam...
O prazer de viver em Lisboa, o privilégio de ter sempre coisas novas para descobrir, o luxo de viver numa cidade com história, com alma.
Com edíficios que não só preservam a nossa História, como eles próprios a escrevem e nos recordam de glórias passadas.
Olhando o Campo de Santa Clara e o já aqui falado Panteão, questionei-me acerca daqueles que contribuiram com o seu trabalho para a edificação destes ex-libris.
Teriam tido consciência plena do seu contributo? Posted by HelloOu foi exactamente por isso que orgulhosamente os arquitectaram e construiram? Algum dia seremos nós capazes de deixar monumentos e marcas deste calibre, que nos permitam viver eternamente através da admiração e reconhecimento das gerações vindouras?
Estas dúvidas um dia inquietaram-me, pertubando-me o espírito com a obsessão da imortalidade.
Finalmente atingi o estado de maturidade suficiente para me reduzir a minha pequena existência!
Hoje basta-me uma tarde bem passada em Lisboa, em boa companhia, de preferência com uma vista esplendorosa e um crepúsculo com sabor a Pastéis de Belém.

...

A.N, 13.03.05
“Ladies and gentlemen, now the moment we´ve all been waiting for: jack rabbit´s slim twist contest!And let´s meet our firsts contestants here...Socrates´ almost private boys band"


António Costa: ESTADO E ADMINISTRAÇÃO INTERNA
Diogo Freitas do Amaral: ESTADO E NEGÓCIOS ESTRANGEIROS
Luís Campos e Cunha: ESTADO E FINANÇAS
Pedro Silva Pereira: PRESIDÊNCIA
Luís Amado: DEFESA NACIONAL
Alberto Costa: JUSTIÇA
Francisco Nunes Correia: AMBIENTE, ORDEN. DO TERRITÓRIO E DESENV. REGIONAL
Manuel Pinho: ECONOMIA E INOVAÇÃO
Jaime Silva: AGRICULTURA, DESENVOLVIMENTO RURAL E PESCAS
Mário Lino: OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES
José António Vieira da Silva: TRABALHO E SOLIDARIEDADE SOCIAL
António Correia de Campos: SAÚDE
Maria de Lurdes Rodrigues: EDUCAÇÃO
José Mariano Gago: CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR
Isabel Pires de Lima: CULTURA
Augusto Santos Silva: ASSUNTOS PARLAMENTARES

“So let´s see what they can do...tak´em away!”

Portugal no coração!

A.N, 12.03.05


O português tem uma forma muito peculiar de esar a na vida e lidar com as surpresas que a mesma lhe reserva.
Quem tira horas de sono ao português , tira-lhe parte da alma, coloca-o num estado de irritação e perturbação que só o Prozac resolve.
Por isso, ao português parece-lhe ilógico iniciar o seu dia de trabalho mais cedo e terminá-lo a horas convenientemente estabelecidas, de forma a que possa manter uma vida mental e emocionalmente estabilizada.
Por exemplo, na Dinamarca o dia laboral começa ás 8 da manhã e termina ás 16.30.
´"Coitados!", pensa o português, "Com aquele frio e sem ponta de sol, ás 16.30 da tarde devem sentir que é meia-noite".
Esta é uma situação perfeitamente inaceitável para o português.
Quer dizer, terminar o dia de trabalho às 16.30 da tarde é o sonho de qualquer prtuguês e na prática , muitos terminam a essa hora qualquer tipo de actividade laboral que se encontrem a executar.

Mas, obviamente, não se dirigem ás suas casas: vêem os mails, falam com a colega do lado, vão tomar um, dois ou três cafézinhos à pastelaria da esquina, aproveitam para ligar a familiares e a amigos a partir do telefone da empresa...uma maravilha!
E eis que são 19 horas, o portuga entra em stress porque não fez quase nada a tarde toda e inventa um qualquer tarefa importantíssima, que poderia ter sido realizada calmamente toda a tare, mas que por opção, será realizada no espaço de uma hora e sem grande dedicação.
Com tanta conversa, o relógio marca 20 horas , uma hora perfeitamente legitima e socialmente aceitável para ir para casa, onde o portuga reclama por falta de descanso e pelo facto de não ter tempo para nada.

Obviamente que ao recordar-se das 16.30 dinamarquesas, o português inveja esse povo nórdico até mais não poder. Esquece-se porém, da contrapartida das oito da manhã e do almoço de sanduíche ao balcão.
Outro fenómeno curioso do português é a sua hipersensibilidade ás temperaturas baixas. Quem não conhece uma ou duas pessoas que durante o inverso desaparecem e não são vistas por ninguém, porque hibernam devido ao frio ? (Como se 12 graus fossem insuportáveis!)
Basta que Março nos traga uns raios de sol e temperatura suba dois ou três graus e é ver os portugueses na rua a acompanhar as multidões de turistas que entretanto já acreditavam que os portugueses ou não viviam em Portugal ou são tímidos e fechados que se recusam a abandonar o lar.
Mas o melhor fenómeno português, é a atitude perante brindes ou quaisquer tipo de oferendas grátis.
Pegue-se por exemplo na campanha do PS nas legislativas do mês passado.
Vi filas de pessoas em elevado estado de excitação, a aguardar um cachecol ou um saco de plástico, que nunca mais vão utilizar, cuja utilidade é diminuta. Mas lá está, é borla é bom e o Tuga não deixa escapar nada grátis.
Enfim, somos de fato uma raça muito peculiar, mas temos o nosso charme.
A nossa forma provincial de exercer o poder, a lógica do “mais vale sê-lo que parecê-lo”, o “não faças hoje se o podes fazer amanh㔠e o modo despreocupado com que nos desculpamos, projectando a nossa quota-parte de responsabilidade pelos nossos infortúnios para terceiros: para o governo, para os governantes, para a união europeia e outros tantos que, segundo o verdadeiro e peculiar português, apenas contribuem para os dificultar ainda mais a vida.
Posted by Hello