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O mundo da Ch@p@

Os dias que correm

A.N, 14.05.08

 

 

"Eh pá, estás mesmo gira!"

"Obrigada, que querida és!"

"Tu...tu vais trabalhar assim para o Tarrafal?"

"Sim...porquê?"

"Por nada. Acho que se te vestisses pior, talvez conguisses que te despedissem!"

 

 

 

 

...

A.N, 12.05.08

 

 

 

Uma amiga conseguiu a brilhante proeza de ser desconvidada para um casamento, através de uma piada de mau gosto e mal sucedida que resolveu publicar no seu blogue.

Professores enraivecidos apelidaram-me de ignorante perante uma opinião discordante, sendo certo que não fumadores fundamentalistas desejaram mortes lentas e dolorosos àqueles dissidentes que se insurgiram contra a lei do tabaco.

 

Começo a acreditar que escrever num blogue há muito que deixou de ser um acto de coragem para se tornar um acto de masoquismo por excelência.

O regresso à musicalidade

A.N, 12.05.08

 

 

 

 

Para aqueles para quem os textos há muito que deixaram de justificar a visita a este canto da blogosfera, eis o regresso ás melodias que um dia farão parte do legado musical de um herdeiro merecedor.

 

E quem melhor do que o Rei Barry White para voltar a criar ambiente?

...

A.N, 05.05.08

 

 

 

 

Discute-se a subida do preço nos cereais e a crise dos agricultores.

A frivolidade dos meus pensamentos é assombrosa: fala-se de fome e só penso em hidratos de carbono.

 

O vazio intelectual do verão, associado às dietas malogradas, consumem-me o raciocínio e os poucos neurónios que o sol dos últimos dias poupou.

 

...

A.N, 05.05.08

Não existe um tempo certo para ser ter filhos e perpétuar o narcisismo que nos é inerente à existência. A ideia de que a juventude esbate os confrontos geracionais  e aproxima as mentalidades, cai por terra quando distâncias curtas de idade cavam fossos nas perspectivas, nos gostos, nos ansejos e ambições de dois interlocutores que mais não são do que vitimas do seu passado recente.

Isto ou a secreta confissão que sempre considerei reconfortantes as justificações que legitimam a doce escolha de dormir sobre o assunto.

Dias de folia

A.N, 05.05.08

Porque às vezes voltar a ver um bom amigo sabe melhor do que vê-lo todos os dias; porque a distância valoriza a saudade e esta o apreço, regresso à escrita crua e humanamente sincera de Paul Auster e à atmosfera de uma Nova Iorque que  embora nunca nos tenha pertencido, sentimos  como se sempre houvesse sido nossa.

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