Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O mundo da Ch@p@

Live from the United States

A.N, 05.11.08
 
 
 
"Can you believe it?!  We are sooooo excited that Obama won.  It is an historic moment and I feel privileged to have been there in the crowd to listen to his speech.  If you had the chance to see or read his speech, it was amazing  (I attached a copy) .  So wonderful to finally have a respectable, smart, intellectual President.  We are so proud of America.  This gives us all new hope that things can be different and better.  We saw news reports showing scenes in Paris  and all over and people had Obama shirts on and were cheering at the bar when he won.  We should've sent you some Obama shirts!
 
In Chicago, it was CRAZY exciting.  People everywhere in the streets and in the parks, honking their car horns and screaming with joy all night long.  Tom  was   in D.C.  and said people surrounded the white house and were chanting "Obama"--this from a country that usually doesn't even vote.  He said when the news announced Obama won, the cars just stopped in the middle of the streets everywhere and people got out and started yelling and screaming and the cabs were all honking their horns.  Traffic completely shut down for a while because everyone was celebrating.  It is an exciting time...something to hopefully erase the memory of George W.  He is SO unpopular right now.
 
Anyways, we had a great time and it was so exciting.  We're glad the world celebrated with us and there will be tough times ahead for us and for the new President, but at last, we finally have some real hope.  Good times."

 

 

 

* Como deve ser bom viver num país onde ainda se acredita nas pessoas!

Escreve o PÚBLICO

A.N, 04.11.08

"Foi uma muito longa campanha, que funcionou como um veículo para a América abordar grandes temas - o racismo, o sexismo, o patriotismo, a religião e mesmo o socialismo -, discutidos de uma forma como os americanos não estavam habituados (e os americanos não estavam habituados a tanta discussão: os concorrentes democratas fizeram 26 debates televisivos e os republicanos 21).

"Não sei se esta corrida vai ser julgada pelas barreiras que foram tombadas, pelos paradigmas que foram desfeitos, pelas paixões que despertou ou simplesmente pela expressão avassaladora dos números: os 85 por cento de americanos que acreditam que o país não está na direcção certa ou os 700 milhões de dólares que Barack Obama conseguiu recolher para a sua campanha", escrevia Frank Bruni no The New York Times.

Esta também foi uma eleição que pôs em causa a cultura e as gerações. Os que vivem dependentes do blackberry e dos shots de café expresso, e os que estão "agarrados às armas e à religião", como descreveu Barack Obama numa tirada controversa. As "Wal-Mart moms" e as "hockey moms" personificadas pela governadora do Alasca Sarah Palin. Mas talvez o facto mais significativo desta campanha tenha sido a ressurreição da política enquanto actividade nobre, provando que o divórcio dos eleitores não é inevitável."

Com um presidente cessante francamente impopular, com a opinião pública esmagadoramente a considerar que o país avança na direcção errada, há um sentido de urgência nesta eleição que não encontra paralelo na história recente.

Os Estados Unidos estão envolvidos em duas guerras e num combate global ao terrorismo; vivem sob a ameaça de uma recessão económica; nunca tiveram uma imagem tão desgastada no resto do mundo e nunca viram o seu poderio militar, tecnológico e intelectual tão ameaçado.

E, ainda assim, a campanha eleitoral foi sobre a esperança, o optimismo e a promessa de um país melhor. Parafraseando o romancista britânico Charles Dickens, "são os melhores dos tempos, os piores dos tempos" - e hoje, na América, vivem-se os dois.

 

 

 

Pág. 2/2