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O mundo da Ch@p@

A recordar a universitária que fui

A.N, 24.10.05
Sempre achei que havia algo de deprimente nas residências universitárias de Lisboa.
Nunca as consegui encarar como um centro de diversão e de elevada concentração hormonal, como deveriam ser e, consequentemente, nunca invejei aqueles que aí se viam obrigados a residir.
Sempre me pareceram cinzentas, demasiado austeras e impessoais, cubículos de solidão e saudade da terra natal que se deixou para trás.
Todos os dias atravesso a minha antiga faculdade para chegar ao escritório, sendo confrontada, inevitavelmente, com a energia frenética e espampanante daqueles que ainda acreditam ter o mundo aos pés e todo o tempo possível e imaginário para desperdiçar.
Ao invés, os estudantes da residência parecem sempre sombrios, pesados, conscientes do passar “lento” do tempo e da vida mais confortável que teima em não chegar.
Má como as cobras, olho-os com algum alívio e sinto-me menos mal com a minha vida.Mais que não seja, porque nesses pequenos vislumbres , recordo os momentos menos bons da época estudantil que a memória fez questão de apagar e alegro-me por já não viver as dores de barriga dos exames, nem a permanente sensação de ter a carteira vazia!

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