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O mundo da Ch@p@

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A.N, 31.05.08

Ter talento é um privilégio não acessível a todos. O mesmo vale para a sorte, inteligência ou instinto. São dons, dádivas que não se adquirem, matérias primas da melhor qualidade que só necessitam uma dose de trabalho e dedicação para produzir obras de genuíno valor. Desperdiçar o talento com que se nasceu, não desenvolver o instinto igualmente inato, não aproveitar a sorte e menosprezar inteligência , numa perspectiva meramente católica, constitui um verdadeiro pecado. Numa perspectiva ateia, corresponde a degradidão humana. Se um ser humano que não dispõe de algum dos referidos dons, cai no rídiculo e mergulha na auto-humilhação, tal pode ser considerado um acto de humor; uma forma airosa de resignação pela falta de atributos. Ao invés, um ser humano inteligente, talentoso, instintivo e com queda para a sorte, senão lança mão dos seus atributos, permanecendo, conscientemente, muito aquém do muito que poderia ser, converte-se num personagem rídiculo, merecedor de pena, numa pessoa lamentável. Apesar de não ter sido surpresa, Amy Winehouse , nesta casa e a partir da noite de ontem, reduziu-se apenas a uma voz, o que não pode deixar de se considerar como verdadeiramente lamentável.

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