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O mundo da Ch@p@

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A.N, 18.04.10

Chegámos à ilha de que nos falaram de avioneta. Ou melhor, chegámos à Isla Bonita (San Pedro) de avioneta, de mãos suadas e batimentos cardíacos acelerados depois de uma viagem de meia hora a sobrevoar as águas translúcidas das Caraíbas, num engenho frágil e torpe que num dia de azar poderia bem ser o último engenho que os nossos olhos veriam.

Vindo de San Pedro , chega-se com muita facilidade a Caye Caulker (que se pronunica key caulker) apanhando um barco táxi, cujo bilhete de ida custa à volta de 17 dólares do Belize, acho...)

No dia em chegámos ao Caye Caulker, o taxo deixou-nos num pequeno embarcadouro, onde um golfinho atrevido nos saudou com mergulhos improvisados junto ao cais.

Sabíamos que não íamos encontrar estradas, que o lema da ilha passava inquestionavelmente pela descontração e a simplicidade, que a temporada da lagosta tinha terminado e que ali não iríamos encontrar praias extensas de areia branca, mas sim pontões que fazem as vezes de espreguiçadeiras.

Não nos disseram, porém, que o pôr-do-sol na ilha inspirava romances e linhas intermináveis de uma história que não escrevemos, demasiado embalados pelo som do mar a tilintar nos nossos ouvidos, deitados na madeira da pontão.

Evite Caye Caulker aquele que procura conforto e luxo, sofisticação ou lençóis brancos.

Os hotéis sãos caros, as janelas não têm vidro e a água das torneiras não é doce.

Mas o ambiente é relaxante, o peixe fresquíssimo, as ondas suaves e os espíritos também.

Biclicletas substituem carros e os apartamentos de betão dão lugar a casebres de madeira, suspensos em estacas, face aos tornados e cheios que assolam a costa.

O tempo demora-se em Caye Caulker.

E a primeira imagem de Caye Caulker demora a deixar de nos impressionar.

 

 

San Pedro

 

San Pedro

 

 

Caye Caulker

 

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