"O Nariz" de Chostakovitch
A época? Rússia de Nikolai I.
O tom? Satírico, irónico, corrosivo.
As melodias? Dissonâncias caóticas que nos transportam a outra dimensão da realidade (ou seria o absurdo da fantasia?).
Um cenário despretensioso, coreografias geniais, 25 cantores, 70 papéis e um S. Carlos acolhedor, com vestígios de outros tempos, de outras mentalidades, de outra cultura.
“O Nariz” pode ser o órgão principal de toda a trama, mas quem saiu satisfeito para o Chiado, naquela noite quente de Julho, foram os “olhos” e os “ouvidos” que há muito ansiavam por um bom espectáculo.
