Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2005


É bem sabido que nem tudo funciona neste nosso país à beira mar plantado, mas de uma coisa não nos podem acusar: não somos de todo um país monótono.

De facto, desde que o Santana assumiu o cargo de primeiro-ministro, as surpresas e os escândalos sucedem-se a um ritmo alucinante.

Ainda o Zé Tuga não recuperou de uma manobra manhosa deste nosso pseudo-executivo, que subitamente é abalroado por outra nova, mil vezes pior do que anterior.

Parada no trânsito matinal de Lisboa, estava a ouvir o noticiário da TSF quando de repente as ideias para este post começaram a ganhar forma e sorrisos de perplexidade se começaram a esboçar.

O tema da peça , como não poderia deixar de ser, era a malfadada viagem de Morais Sarmento a S. Tomé.

Como se não bastassem as primeiras declarações de Santana, aquando da primeira entrevista acerca deste tema - "Ê cá na sê se verdade, mas se foriii ê acho que tá mali"- desta feita foi o Ministro Álvaro Barreto que, com a sua sinceridade, protagonizou mais um momento de paródia.

Ao que parece e de acordo com a justificação apresentada por Morais Sarmento, um dos propósitos da viagem ( que custou cerca de 63 mil Euros ao Estado) era promover um acordo entre a GALP e S. Tomé no que concerne o petróleo que nessas terras foi encontrado.

Ora, quando questionado acerca da veracidade desta afirmação, o Min. Álvaro Barreto afirmou desconhecer tal situação.

Conforme disse ao jornal Público " Desconheço. Isso é completamente novo para mim".

Fora esta uma situação anómala (ou a primeira de todas as que já passaram) do governo santanista, o Zé Tuga estaria irritado, sentir-se-ia ultrajado, enganado.

A esta altura do campeonato, só nos resta realmente rir, meio aliviados, meio tresloucados, enquanto aguardamos com olhos gazeados a tão proclamada retoma, que insiste em não chegar.

Cá para mim que não sou analista política nem muito interessada nestes temas, ao olhar para todos estes"diz que disse", desmentidos, contradições e gaffes, só consigo pensar que tudo isto encontra um triste paralelismo nas famílias desavindas.

Não há diálogo, não há união, não há uma estratégia ou planos comuns... apenas um grupo de seres que por obra da Divina Providência ( ou neste caso do nosso grande Santana Man) se encontram momentaneamente unidos por um laço "familiar" que não entendem ou desejam , mas que ainda assim insistem em não quebrar.

Meu senhores, como qualquer boa família que se preze: Cuidado com o que dizem...já dizia a minha avó que as desgraças guardam-se em casa, não se espalham pela rua.

E da próxima vez, ensaiem antes. E quando mentirem, ao menos contem todos a mesma mentira.

O Zé Tuga pode se distraído, mas não é parvo de todo!




P.s Já agora, porque é que Morais Sarmento pôs o lugar à disposição? Afinal não se tinha demitido todo o governo?



publicado por A.N às 00:24
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1 comentário:
De Anónimo a 13 de Janeiro de 2005 às 00:48
fiquei assim com a ideia q ias por um PS qdo começei a ler o texto... :P
gonçalo


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